segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Nossa herança africana

O projeto que gostaria de relatar é um trabalho que está sendo desenvolvido com o quinto ano da escola Nossa Senhora da Esperança na cidade de Santa Cruz do Sul.
Foi solicitado pela escola que todas as turmas do currículo elaborassem um projeto em que o tema gerador fosse a SAÚDE. Este tema foi escolhido após nossa visita antropológica feita no inicio do ano, onde verificamos que a maior necessidade de nosso bairro é a saúde em todos os sentidos.
A questão agora era como adaptar o currículo do quinto ano voltando o assunto para a saúde, em fim decidi que o tema de nosso projeto seria  “A cultura africana e a saúde”, não tenho um cronograma exato das atividades desenvolvidas pois as mesmas foram desenvolvidas durante todo o ano letivo.
Dentro do projeto trabalhamos primeiramente a importância do cidadão negro para o Brasil, valorizando o trabalho aqui exercido por eles no passado e no presente, mostrando aos alunos que eles devem valorizar a cultura negra e que ela não é inferior a qualquer outra cultura. Senti que neste momento alunos negros passaram a assumir sua descendência negra com mais orgulho, percebi também que haviam alunos que não gostavam do assunto por terem preconceitos.
A partir daí me dei conta que deveria oferecer a estes alunos outro conceito sobre os negros mas sem forçar sua aceitação. Durante o ano letivo passei a trabalhar assuntos relacionados como: O trafico negreiro, as viagens nos navios e as condições de higiene, a chegada e a venda do negro no Brasil, a culinária africana, as ervas medicinais, a religião, as principais doenças que atacam a etnia negra, as lendas...
Todas estas informações estão sendo reunidas em um pequeno livro, onde serão apresentados para comunidade escolar no final do mês de novembro.
Para apresentar todos estes assuntos para as crianças foi utilizado pesquisa bibliográfica em livros, uso da internet, filmes, slides e músicas. Durante a aplicação do projeto surgiram duvidas e idéias que foram acrescentadas ao projeto inicial.
Penso que hoje consegui atingir meus objetivos com o mesmo pois meus alunos respeitam e valorizam muito mais a cultura africana, percebendo que o brasileiro se apropriou desta  tradição e a utiliza no seu dia a dia. Quanto aos alunos que antes utilizavam a expressão “não gosto de negro”, hoje interage perfeitamente com os colegas respeitando suas diferenças.
                                                                              Izabela S Pick.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012


Saúde da População Negra

Doença falciforme, hipertensão arterial, diabete mellitus, miomas uterinos, glaucoma, deficiência da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase são doenças com maior incidência nas pessoas negras
Doença Falciforme
Descoberta há cerca de 95 anos, a doença falciforme continua sendo desconhecida da grande maioria da população. É uma doença hereditária: pode ser passada dos pais para os (as) filhos(as). Uma das características é a anemia crônica.
Uma das conseqüências da doença é o atraso da entrada na puberdade, ou seja, a primeira menstruação tende a ocorrer mais tarde do (por volta dos 16 anos de idade). Mulheres falcêmicas também apresentam gravidez de alto risco, com maiores chances de complicações na hora do parto.
Miomas Uterinos
São tumores que se formam no útero, mas que não se espalham para outras regiões do corpo e podem ocorrer em 20% das mulheres entre a primeira menstruação e a menopausa. As mulheres negras apresentam mais chances de desenvolver a doença, que pode aparecer a partir dos 25 anos de idade. Os sintomas mais comuns são perda de sangue, dores pélvicas e alterações no peso. O tratamento pode ser cirúrgico, retirando-se somente o mioma (miomectomia) ou todo o útero (histerectomia). Depois da retirada do útero, a mulher pode passar a ter ondas de calor, ressecamento da vagina, flacidez das mamas e a chance de ter osteoporose também aumenta.
Mortalidade Materna
É a morte de uma mulher durante a gravidez, parto ou durante aborto espontâneo ou provado até 42 dias após o final da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez. A mortalidade materna tardia é aquela que ocorre depois dos 42 dias do parto até um ano após o fim da gravidez.
Vários fatores expõem as mulheres negras à mortalidade materna: pressão alta, falta de profissionais de saúde com capacidade de atender às especificidades da saúde da mulher negra. A taxa de mortalidade materna entre as mulheres negras é seis vezes maior do que entre as brancas.
As doenças citadas, aliadas ao descaso do poder público e às condições precárias de moradia e de vida têm agravado a saúde da população negra, cujo quadro deve mudar quando o Estado reconhecer que todos(as) têm direito à saúde, respeitando a diversidade entre povos e regiões.
Sabemos que doenças como anemia falciforme, glaucoma, hipertensão arterial, diabetes entre outras, atinge com mais freqüência a população negra, no Brasil estima-se que 3 de cada 100 pessoas em geral são portadoras de Anemia Falciforme sendo que 1 em cada 500 negros brasileiros nasce com a doença, pois a doença passa de pais para filhos, sua origem ainda é desconhecida, ela não tem cura, mais pode ser controlada, digamos que a anemia falciforme e a hipertensão entre as doenças que atingem os negros são as que têm fator biológico, mas no caso da hipertensão as condições de vida é um fator importante para seu desenvolvimento, sabemos que o acesso ao tratamento é dificultoso, remédios de uso continuo, e um hábito alimentar prejudicial complicam ainda mais a população negra, ou seja, ta mais pra problema social que biológico, isso sem falar na mortalidade precoce da população negra, mortalidade materna e infantil e o jovem negro associado aos homicídios.


Outra preocupação e o avanço do HIV, pela falta de acesso a informação e a preservativos e por incrível que pareça pelo racismo. Precisamos adotar medidas que vêem de encontro a essa população que já sofrem tanto pela discriminação e descaso, para que possamos diminuir a vulnerabilidade do negro a essas questões, políticas específicas e um tratamento diferenciado para mudar essa triste realidade.

Eliete Gutierrez - Enfermeira 



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Hipertexto



Entendo que o hipertexto nos traz várias informações ao mesmo tempo, em um mundo globalizado em que todos tem acesso a tudo em momento real isto é positivo, porem temos que ter o cuidado para que estas informações tornem-se conhecimento. Digo isto, pois em um hipertexto é muito fácil desviar-se do foco em questão, pois ao mesmo tempo em que estamos trabalhando em determinado assunto nossa atenção desvia para outro completamente diferente.
Penso que informação não é conhecimento, pois podemos ter várias informações ao mesmo tempo e não nos interessarmos por nenhuma o que vai gerar o “não conhecimento”. Por outro lado o hipertexto nos leva a lugares de nosso interesse onde vamos além do que nos é pedido e geramos o auto conhecimento.
Izabela


Eterno Aprendiz

 


Como aprendiz me vejo cada vez mais com desejo de aprender, não tenho medo de errar, vejo o erro como aprendizagem, as situações inovadoras me desafiam a aprender sempre, pois ser professor nos dias atuais exige dedicação.
Penso que o que aprendemos de maneira tradicional serve para aperfeiçoar conhecimentos atuais, e direcionar as informações obtidas de maneira rápida e sem “filtros” para verdadeiros conhecimentos.
A escola ainda está presa a métodos antigos, a maneiras de ensinar que pouco atraem os alunos o que ocasiona a indisciplina. Muitos professores por falta de estímulos acomodam-se em seu método de ensino e não procuram inovar em nada, muito menos em tecnologias.
Quem sai prejudicado com esta falta de estimulo é sem duvida as crianças, que ficam desestimuladas para a aprendizagem.
                                                                                             Izabela


A sociedade atual se caracteriza pela rapidez e abrangência das informações. Podendo, portanto, ser denominada Sociedade da Tecnologia, Sociedade do Conhecimento ou Sociedade da Aprendizagem.
Mediante essa realidade, surge a necessidade de um novo perfil de profissional e de cidadão que coloque para a escola novos desafios. Desafios esses que, por sua vez, provoquem transformações nas maneiras de pensar e de nos relacionar com as pessoas, objetos e com o mundo ao redor.
Mais do que nunca, é necessário aprender a converter informações e conhecimento. E é aí, que entra o papel do educador.
A escola exerce, pois, um poder muito grande sobre o processo de aprendizagem de cada educando. Esse poder que ela possui pode ou não prepará-lo para viver na sociedade atual. Se ela não se questionar acerca das mudanças necessárias no seu currículo, bem como quanto ao uso adequado das tecnologias no planejamento pedagógico, com certeza, continuará reproduzindo uma educação que já não cabe mais nos parâmetros atuais. Tudo muda rapidamente. A escola também precisa mudar o seu processo de ensino e aprendizagem.
O desafio da escola, hoje, é formar os alunos para a cidadania responsável e para que sejam contínuos aprendizes, que tenham autonomia na busca e na seleção de informações, na produção de conhecimentos para resolver problemas da vida e do trabalho.

Mani e Nirvana

Quem sou como educador

 

Penso que a escola ainda é responsável pela formação da criança, pois é nela que a mesma busca apoio, busca aprendizagem, busca em fim um lugar em que ela possa satisfazer seus desejos e eliminar suas frustrações.
É por este motivo que a escola sofre tanto com a falta de disciplina, pois antigamente os alunos traziam a disciplina de casa, hoje a família transferiu mais esta responsabilidade para a escola. A escola por sua vez praticamente “parou no tempo”, ainda existem escolas que trabalham de maneira tradicional, com alunos que vivem completamente em um mundo moderno, avançado, com valores diferentes.
A escola nos apresenta novos desafios a cada dia, temos que nos adaptar, compreender nosso verdadeiro papel como educador e colocar nossa vocação à prova a todo o momento. Como educadora tento buscar a todo o momento novas inovações, novas atividades para atrair meus alunos para uma aprendizagem de qualidade.

                                                                      Izabela

Ensino a distancia

Acredito sim que é importante mantermos horas diarias de estudo, e este estudo deve ser prazeroso, pois aprendemos somente aquilo que nos dispomos a aprender.
Penso que o estudo a distáncia é a ferramenta do "presente" pois estamos vivendo em um mundo em que tudo acontece muito rápido, e os rítmos são diferentes e acredito que o ensino a distancia adapta-se bem ao ritmo de cada um. 


                                                                                           Izabela






Esses questionamentos são de extrema importância antes de iniciar um bom trabalho de estudos. Atualmente com a evolução dos meios tecnológicos e sua interação com a educação, é necessário estarmos focados em nossos objetivos, para podermos utilizar as facilidades que o estudo a distância nos traz. Sabendo aproveitá-los com compromisso e responsabilidade. São tendências da atualidade para pessoas cada vez mais focadas em seu progresso profissional.

                                                                   Patricia da Silva Barros

A internet na educação


Como educar nos dias de hoje sem o auxilio da internet? Quase impossível, precisamos da internet para nos atualizarmos, para planejarmos e principalmente para acompanhar o desenvolvimento de nossos alunos, que tem acesso a informação rápida mas não tem maturidade o suficiente para filtrar estas informações e transformá-las em conhecimento.
A educação deve acompanhar todas estas transformações, pois somos a base na vida dos estudantes, temos que acompanhar e nos atualizar o tempo todo. Neste sentido a internet só veio a contribuir pois nos obriga a nos mantermos atualizados.
Em pleno século XXI percebemos que esta ferramenta ainda não está disponível a todos, o que coloca nossos alunos em diferentes níveis de ensino. Enquanto isso o professor tem a tarefa de conciliar tudo o que passa em sua volta e construir conhecimentos com os alunos.


                                                                                             Izabela

Quem orientará os caminhos do educando é o professor, ele deve estar apto a usar a tecnologia mostrando ao aluno o que é interessante para aquele conteúdo que o aluno irá produzir. Mas deve ficar claro que qualquer assunto é infomação que poderá ser usada em outro momento, em outra aula. Tudo é conhecimento.



                                                               Naura Cristina Rauber